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quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Afinal, Natal

Esse ano, não sei se por conta de O Herói de Mil Faces, do Campbell, que me faz pensar muito a respeito da essência divina, que é o Mito, ou vice-versa, enveredei pelo Budismo. E com isso, a gente vê essas entrevistas com pessoas que fazem o Bem, espiritualistas, gente que aconselha, o diabo a quatro (que não seria exatamente o diabo, nesse caso) de forma bem diferente. Na verdade, quase que não sobra muita coisa. E juntando a isso o meu lado punk, quase que não sobra nada. É como se eu tivesse perdido a graça de tudo, e ainda uma puta dor na coluna-bacia por uma faxina afu de Natal, e vou levando. Metendo luzinha aqui, decoração ali, exercitando como sempre o meu senso estético e a mania da decoração. E ouvindo muita música, pois sempre que começo tudo é com a Música. Baixei 300 e selecionei umas 25, aquelas coisas que não perdem o sentido e não enchem o saco: Frank Sinatra, Rosemary Clooney (a tia do George),e tudo o que é dos anos 50: clean, ninguém precisa cantar aos berros como essa nova insuportável safra de "voices". Então, durante um tempo ficou só o som. E aqueles presentinhos, coisinhas, lembranças de telefonar, etc, o básico. Mas eu durona na parte de dentro. Então sem forçar nada, entendi. O Natal é o contato com o sagrado. Até o simples banho tem a mesma vibração de um puta banho de mar. O barulho do ventilador combinado com a brisa nos sinos da felicidade e com alguns passarinhos parece querer me dizer alguma coisa. Até me rendi por momentos ao jogo das luzinhas que os chineses souberam fazer de modo admirável, honorável, e ao perfume do incenso e a mais alguma coisa que agora esqueci, mas não por efeito da mesma. Então é isso. O Natal é o sagrado. É perceber que a vida, enfim, tudo, faz sentido. Mesmo sem fazer. É o sentido do renascimento, de que a Vida renasce queiramos ou não. Desconfio de quando uma pessoa fala Deus isso, Deus aquilo. Me ajudará, me trará, acredito nEle, etc. Então Deus é um puta quebra-galho, uma espécie de SUS ou de Instituto de Previdência que tá sempre em algum lugar (diferente dos exemplos), para nos obsequiar? Quando escuto isso, penso no que essa pessoa está fazendo para retribuir, ou - e aí entra de novo o tal Budismo - para refazer essa energia. A pessoa devolve a Bondade que recebe? Ela ajuda a criar essa força tarefa gigantesca oferecendo amor? Ou apenas vai tirando? Não consigo entender Deus sem entender a Energia. É como se a energia do amor criasse vida, e a energia do cansaço, má vontade, etc, criasse a morte. E esse seria o Mal. Daí que quando juntam pretensos médicos, cientistas, para uma entrevista, ou apenas quando os vejo torcer a boca para "essas coisas", entendo que ninguém mesmo, com o mínimo de neurônios, conseguiria como eles dizem "acreditar" em semelhante baboseira. Num reino transcendental à imagem e semelhança de um bom resort mediterrâneo. Na verdade, a imaginação dessa gente é tanta, que nem consigo visualizar o que eles provavelmente imaginam sem ficar com a sensação de estar sendo falsa. Me irritam igualmente todos os pretensos desejadores do Bem, pois eles não sabem o que é isto. Fico imaginando aquele cara que mora numa casinha com teto de zinco que tem que dar um tempo em algum lugar fresco, que nem sempre tem nas vilas, antes de voltar a ser cozido na sua casa. O que ele diria de gente que come nozes no Natal? E, sem querer (ser fdp), volto à questão espiritual, penso que o que hoje mora em casa de teto de zinco provavelmente foi o cretino que em outra ocasião fez alguma. Não é fácil ser eu, sei. E como não sei mais o que dizer, digo descubra. Te dá uma chance de duvidar. E entender. E sei lá. Ah, vai comer o que sobrou da ceia e não enche o saco.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013


Ainda sobre Santa Maria (leia mais na Bruxa Gaudéria/ link ao lado, abaixo)

   Dor e Culpa

Que vivemos numa cultura de culpa, herança judaico-cristã, todos sabemos. Mas exatamente, como é que se processa isto dentro de nós?

Antes um flashback: mãe, e pai, sempre vive com o coração na mão. Se o filho atrasa, não vem, a gente começa a imaginar. Às vezes, quando há algum acidente ou evento, então, a gente fica naquelas.
Esses tempos, num daqueles dias em que o guri jurava que iria aparecer, e que aparentemente não tinha como não, ele não veio. E eu... me peguei a imaginar.
Então, meio que entendi que o que pegava mesmo era "como eu estava sofrendo", e não sei se mais ou menos do que poderia ser (bate três vezes na madeira) a provável perda.

Essa relação das pessoas com a morte me traz sempre à lembrança uma cena que vi no enterro da minha inesquecível e sempre amada Madrinha. Pessoas que há muito não a viam, e que nem eram assim tão chegadas, já desciam dos carros e táxis aos prantos.
Isso me chamou a atenção, pois me deu a sensação de que elas pareciam precisar chorar por algo, e então aproveitavam a ocasião.

Por isso, fiquei pensando. A gente de fato se lamenta por aquele ser que não está mais aqui ou foca nas próprias emoções? Acho até que nos dois, que tudo se confunde.
Mas não posso dizer que não me incomoda essa tendência atual brasileira de sempre a pessoa enfocar a si própria.
Quer coisa pior, menos fraterna, do que o famoso: "Poderia ter sido eu." ???
Ou: "Obrigado Senhor por ter salvo a minha casa entre as sei lá quantas que foram soterradas".???

Acho até que se a gente realmente enfocasse a pessoa, saindo desse planeta, e indo para alturas mais divinas, talvez, houvesse mais compreensão e menos histeria. E aí sim, restasse o que tem que restar.
Como fazem os orientais, que em culturas mais tradicionais, por exemplo, nos funerais, as pessoas vão cantando e tocando instrumentos, bem coloridas, e apenas a família vai - de branco, e embaixo de uma espécie de dossel também branco, lamentando o seu morto. Os outros louvam-no e exaltam-no na intenção festiva de que seu espírito está livre.

E a culpa?
Pois penso que a culpa nasce de uma sensação interna, quase sempre à espreita, de que estamos duvidando de nosso Estado de Graça, de nossa união com a Divina Criação, da segurança de que o Grande Espírito providenciará tudo, de que há um Ritmo, e até um roteiro.
É como se estivéssemos constantemente a escolher dois caminhos: a tristeza ou depressão e o estado de graça. Ambos a um passo, ou clique, vamos por aqui ou por ali.

E nos grandes momentos em que somos arrebatados pela dor, é como se a nossa voz interior no dissesse: viu? não havia mesmo justificativa para você acreditar que pudesse ser feliz.

Mas lá no fundo subsiste outra voz dizendo que a vida, justamente, é feita de dor e amor, horror e alegria, medo e riso.
E a culpa, leitor, leitora, esperto, vem daí. Da dúvida em relação ao Divino.

Na Astrologia, isto é simbolizado por dois planetas: Júpiter - a graça, a confiança nesse estado de graça e Saturno - a matéria e tudo o que vem com ela.

Embora Saturno não signifique a dor. Ele pode até significar providências a serem tomadas para evitá-la, pois ele é o pragmatismo. E aí, muito se poderia falar, tipo: há a velhice com sabedoria e a velhice esclerótica, burra, a casca vazia.

Júpiter nem sempre é aquela felicidade toda, às vezes é também o excesso de confiança que nos leva ao abismo.

Hoje fiquei pensando aonde estão, e que relação têm atualmente. Saturno em Escorpião, entre outras coisas nos cobrando providências em relação a contratos, acordos, sociedades (papéis, cartórios, licenças) e Júpiter em Gêmeos - imprevidência nas relações, com os amigos, embora com muitas alegrias.

E é bom salientar que isto não deve jamais ser entendido como qualquer negação em relação a qualquer desses quesitos. Não está aí a proteção. Não existe um terrorismo de normas e regras nessa ciência milenar. Deveria haver sim um questionamento de toda a sociedade em relação a isto. Os romanos, dos quais seguimos tantas coisas até hoje, como a própria estrutura social, as Leis e até a democracia, nunca deixaram de atentar para as leis divinas. Elas faziam parte do Todo de seu conhecimento, antes de Constantino.

Não sei terminar os meus pensamentos em formas gradieloquentes, me lembra aquelas redações escolares, tipo meu Brasil varonil. Termine você este pensamento. Ou interaja, deixando aqui a sua reflexão.


























































sexta-feira, 28 de setembro de 2012

A Astrologia me encanta por diversas razões.A primeira, é porque, de todas as ciências divinatórias, é a única que contempla a essência - a parte psicológica, os arquétipois, o enredo enfim - e o tempo. Qualquer outro sistema te informa, aconselha, de forma bacana mesmo, sem dúvida, porém, não te dá o "quando a coisa acontece". E principalmente... quando a coisa "desacontece", mil vezes melhor, dependendo do caso. Por exemplo, quando entramos naquelas fases em que parece que todas as nuvens negras resolveram pairar sobre nossas cabeças, é reconfortante saber que por volta do dia tal do mês tal, tudo se acalmará. Não assim, de repente, claro, mas sabemos que por volta daquele dia do mês, teremos nossa paz de volta. Vai dizer que isso não é o ouro?
Outra coisa que adoro é a forma tipo "processo" e jamais "problema", e muito menos aquilo que nos carimba e remete a algo por demais limitado, como sabermos que somos ou temos a doença xis-y-síndrome do sei lá o quê, ou paranóia psico depressiva ou tome lá o remédio tal que é bem para isso. Obviamente esses nomes são de brincadeira, mas as doenças não. Para deixar bem claro, a Astrologia não ousaria se meter naqueles casos difíceis quando as doenças de fato têm nomes e remédios.
O que estou querendo dizer é que a Astrologia atende à pessoa normal, comum. Não a doente mesmo.

sábado, 15 de maio de 2010

A Vida é a arte de administrar conflitos. A gente negocia desde o primeiro segundo.


e na "Trilha da Pantera" (Cor de Rosa), o personagem vivido por David Niven lembra do 11o mandamento: resista... ou: promete que você vai se virar.

"O aprimoramento interior se parece também com a remoção de camadas sobressalentes de roupa(nota minha: sabe aqueles sonhos em que a gente vê as roupas espalhadas pelo chão, ou que está arrumando uma mala?... por aí). A matéria extrínseca são aqueles pactos que fazemos para reagir às coisas de uma certa maneira, e as respostas aprendidas. A princípio podemos nos sentir um tanto expostos, mas com o aumento de atividade, logo nos sentimos mais protegidos. Por exemplo, nos ensinaram a planejar, a prever problemas e a preparar respostas; chegamos até a preparar nossas opiniões antes de enfrentar situações, a fim de nos mostrar firmes em nossas atitudes. No jogo de tênis, os jogadores mais experientes são treinados para usar a resposta que tem mais chance de ganhar (e eu diria que a maior parte das pessoas faz isso com a própria vida). Sob determinadas condições considera-se melhor jogar a bola paralela à linha lateral ou cruzada. Uma vez que os jogadores tendem a se "fixar" nessas jogadas, é simples para quem compreende essas técnicas, mas adota uma abordagem mais pessoal, ganhar deles. Esse é um dos problemas de planejar respostas antecipadas às situações.
O discípulo do sábio aprende a recusar os programas oferecidos pela nossa mente acostumada a planejar (inferiores) e a manter a mente receptiva e inestruturada. Uma atitude que se atém às necessidades do momento e aos problemas que podemos realmente influenciar é a atitude mais criativa. Está livre da dúvida implícita na "previsão", em que os nossos planos não passam de barricadas contra o que é "provável acontecer". Na realidade, tanto "prever o futuro" (e aqui é no sentido mais mesquinho do termo), ou invejosamente se comparar aos outros "olhando para os lados", ou medir o progresso "olhando para trás", é considerado o mesmo que se alimentar de comida inferior no hexagrama(x). As imagens que construímos mentalmente com essa "maneira de olhar" produzem o mau efeito de nos tirar de nosso eixo interior, nos desestabilizando e fazendo com que percamos o caminho. A atitude correta é a que exigimos de um piloto de avião. Ainda que seu avião seja novo e tenha passado por repetidos testes para que não falhe, ele faz uma verificação regular, antes do vôo. Durante o vôo se mantém cauteloso e alerta, sem presunções. Conhece os perigos que condições inesperadas podem provocar, por isso mantém-se preparado para o que der e vier; não tem receios nem ansiedades."

de A Filosofia do I Ching / Carol Anthony
O livro é literalmente isto: um estudo filosófico sobre o I Ching, e tudo a ver com psicologia junguiana. Pode ser usado como Oráculo.
Como a autora volta e meia menciona os hexagramas, e como dessa forma, o meu querido leitor ou leitora iria se confundir (ainda) mais, deixo de mencioná-los, e coloco, portanto: (x). "Inferiores" e "superiores" são como reagimos, partes nossas.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

post novo no Do paredón ao paredão, que deveria estar aqui nA Mágica: o mito da Deusa e o Dia das Mães, link abaixo à direita.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Quando Cristo diz: EU sou a Verdade e a Luz – para mim, cada um faz a sua própria interpretação – significa que o indivíduo (EU) só É na VERDADE.
Que Verdade, pergunta o estagiário distraído? – a tua própria, tu, ou seja, o EU só EXISTE se vive a sua própria ESSÊNCIA, sua natureza, seu EU.

E a tua ESSÊNCIA é a VERDADE.
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Outra consideração, pegando carona na idéia acima:

Quando se fala em REALIZAÇÃO... o que é isso para ti? a tua REALIZAÇÃO tem a ver com/ é/ a tua VERDADE?

Pergunto isso por entender que atualmente a maioria das pessoas, quando pensa em REALIZAÇÃO, pensa em TRABALHO.

Ou algo que tenha a ver com família, riqueza, segurança.

A maioria das pessoas NÃO TEM TEMPO de fazer o que GOSTA, o que LHE DÁ PRAZER.

Uma vez, num seminário, me perguntaram qual a minha definição de PROFISSÃO, ou como a ASTROLOGIA a define: respondi que PROFISSÃO é aquilo que a gente vai logo correndo fazer no fim de semana, aquilo que mais te dá PRAZER, que tu não consegue ficar sem fazer.

Uma segunda consideração apareceu tempos depois: entendi que a verdadeira profissão também pode ser o resultado de um "sacrifício", tipo: quero ser cantora e se continuar fumando, minha voz ficará ruim. Então, abandono o vício.
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Para completar o papo acima, Nietszche disse que só a VERDADE resiste a uma boa gargalhada.

Por exemplo: tava agorinha, meio que como sempre com cd - Corra Lola, tv (Law&Order)(com som abaixado) e escrevendo essas bobagens por aqui, entro, saio, desço, pego um vinho, um lanche e sigo. Numa paradinha, dou uma olhada na tv e me distraio ainda com o Corra Lola a mil, quando entra um comercial do MacPatinhas. Juro! Com o Corra Lola, repito, achei que eu tava vendo um dos mais terríveis filmes de terror dos últimos tempos.

Eis uma verdade que não resistiu a uma gargalhada.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Atenção marinheiros de primeira viagem em blogs: comecem sempre a ler lá de baixo. Clique em post mais antigos e venham subindo. Os meus blogs não são do tipo "o que se escreve hoje amanhã tá superado". Há um enredo, um começo, e é este que fica lá embaixo. E obrigada pela visita!

sábado, 17 de abril de 2010

A Lua: Viagem à Lua ou De Volta ao Passado?

Esses dias, encontrei uma ex-aluna que não via há tempos. Engraçado como mesmo sem se dar conta, a gente fantasia o futuro das pessoas. Porque se a pessoa não se tornou aquilo que a gente achava, a gente estranha. Essa garota, por exemplo, que eu sempre achei que teria um grande futuro pela frente, pois era do tipo inteligente e aplicada, havia engordado muito e estava morando num sítio. Estava dando um tempo nos estudos. Se decepcionara com o curso e desistira do mestrado. A seu lado, sua mãe. Uma mulher de cabelos esguedelhados, como diria a minha avó, com uma cara triste de quem não se leva muito a sério e roupas que pareciam ter saído de um brechó ex-hippie.
E isso me levou a pensar na Lua.
Pois a Lua é a força que te puxa do passado, também conhecida por Mãe ou família.
Quando falamos em planetas (nesse caso, a Lua é um "planeta"), isto significa padrões.
A Lua simboliza os padrões pretéritos, a sensação de se estar certa por pertencer a algo e seguir esse algo.
Quantas pessoas preferem essa segurança a assumir a própria individualidade - ou Sol.
O ideal é um meio termo entre ambas as forças. Misturar os valores do passado com as descobertas que fazemos a cada dia.
Os padrões são variáveis: a nossa ex-hippie pode passar à filha um exemplo de casca vazia ou cheia... de recordações e vontades de recriar o que passou, nem que seja na roupa. Ou... de ter aproveitado esses valores e criado uma empresa voltada à sustentabilidade, por exemplo.
É a filha, porém, que segue os exemplos, nem sempre com filtro, e o filtro é a sua individual e exclusiva visão de mundo.
O que não se deve, em relação à Lua, repito, ou àquilo que entendemos como seguro e familiar, é aceitá-lo goela abaixo sem um mínimo de reflexão, reflexão que leva a uma escolha.
Podemos nos orgulhar, sim, dos valores que nossos pais ou nossa família nos legaram. Desde que consigamos inserí-los em nossas escolhas pessoais e atuais.
A garota, essa, impossibilitada de seguir sua própria orientação atolou numa espécie de limbo (às vezes, os padrões se chocam - não no sentido das galinhas -aparte da Gaudéria, que se mete). Isso é que são as tais quadraturas e oposições, e que só um profissional competente da área pode esclarecer e ajudar a resolver.

Um bom exemplo de "Lua" no coletivo é o caso das novelas. Até se entende a novela como opção às classe menos favorecidas que não tem poder aquisitivo suficiente para encarar uma peça de teatro, um evento cultural qualquer. Mas se torna uma cola social quando existem outras opções e a pessoa nem tenta descobrí-las. Uma Lua mal resolvida, digamos.
Sem a novela, sobre o quê vou conversar amanhã no meu trabalho? Ou mesmo que não converse, a sensação de fazer parte de algo, de estar inserida num todo desse porte, já basta.
A prova de que houve exagero no quesito segurança é o tédio. Ou depressão, não aquela enorme, mas essa da qual todo mundo se queixa de certa forma, essa que (também) virou moda.
O preço que se paga virá mais tarde, quando uma sensação de vazio, o vazio do Eu, se apresentar. Ou não, o que é pior. Porque aí a pessoa já morreu e não sabe.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Atenção: curte Astrologia? vai no recém lançado blog Big Mother - astrologia no bbb.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Uma homenagem aos Magos Reis que viram a Estrela!

Para mim, hoje - 6 de janeiro - é o Dia dos Astrólogos - ou da própria Astrologia - pois Gaspar, Melchior e Baltazar, que viram a estrela, não eram outra coisa que. Astrólogos e Reis! Que maravilha! Sabiam das estrelas, viram que era chegada a hora e se mandaram, a tempo de reverenciar o Menino Deus. Pois, como não acredito muito em coincidências, e gosto de filosofar sobre as coisas e a vida, garrei de pensar se Angra, que é dos Reis, não seria agora a nossa estrela. Uma coisa tão terrível, tão emblemática, tão na hora, assim como todas essas cidades gaúchas, e paulistas, e cariocas e tudo que anda por aí boiando, desabando, avisando... Angra parece que tocou mais forte. E fiquei pensando na Estrela. Reverencio vocês: Gaspar, Melchior e Baltazar! Façam brilhar com força a estrela da consciência nas mentes humanas! Que os rios possam seguir seus cursos, que as árvores fiquem em seus lugares sagrados, que as montanhas, que as florestas, que os mares e os animais possam seguir seus caminhos, que as belas crianças meninos-deuses possam sorrir e viver! Eu vos saudo!

terça-feira, 14 de julho de 2009

Projeto Ideiafix

Se vires alguém cortando uma árvore, liga pra SMAM: 3289 7541 ou 42. Em Porto Alegre. Se não estiveres aqui, descobre aí na tua cidade quem é a Cavalaria Verde.
A ganância - que será castigada na próxima encarnação - anda querendo comer todo o verde que encontra pela frente. O Morro de Santa Teresa corre perigo! Attention!

E se quiseres dar uma força pros caras que estão dormindo na rua, na Voluntários da Praia 359, tem cobertor a 13 pila e pouco. Não tô ganhando comissão por conta dos miseráveis, óbvio. Pros cachorros, pega a manga de um blusão velho e corta, não tem mistério. Caixa de papelão enrolada com plástico também quebra o galho pra uma casinha pros bichos.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Hot Winter ou Tempo para falar de calor

“Sentindo um frio em minh’alma...” em vez de te convidar pra dançar, até porque, afinal, não estavas aqui, acabei por pensar no frio. Na verdade, eu estava sentindo um tal frio físico, era tanto, que eu me dei conta de que ele não era só físico, era também da alma... E juntei isso com essa coisa que falam sempre na tal “depressão de inverno”, com as roupas mais escuras, etc. Embora discorde. Para mim, inverno é sinônimo de estação dos vinhos, das roupas elegantes, dos bares noturnos mais interessantes, etc. Mas esse frio tava de danadar.
Aí pensei nas festas de Solstícios de antigamente. E, por antigamente, quero dizer an-ti-ga-men-te: AC.

O Solstício de Inverno invoca justamente o Deus do Fogo, aquele que chega de roupa vermelha, o Papai Noel da nossa cultura, ora. Vem daí, sabia? A gente aqui, no Hemisfério Sul se confunde um pouco, pois essas celebrações vieram do Hemisfério Norte, com os colonizadores, é bom lembrar.
Mas a celebração, a cerimônia em si, permanece a mesma. Quem quiser atrair esse deus, atrair esse poder, essa sua força, deve fazer aquilo que por séculos o povo fez: parar na frente de uma fogueira, lareira ou até mesmo de uma (ou mais) boa vela e crer que está trazendo esse Fogo para dentro de si. Faça um pacto com essa energia, diga algo, tipo: mesmo em situações extremas, vou, prometo que vou... tentar fazer tudo para manter esse Fogo aceso dentro de mim. O Fogo é a sua força interior, pode ser o seu riso, a sua eterna alegria ou até a sua calma, uma maneira de ver a vida tão tranqüila, que ninguém poderá abalar esse seu centro de poder. Pode também, se a criatividade ultrapassar a simples contemplação, aproveitar e sair a pular fogueiras, soltar fogos de artifício, dançar algumas quadrilhas ou ainda pegar maçãs com a boca de dentro de um enorme caldeirão em barraquinhas de sorte.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

II - In Corpore Sano, ou... In Body We Trust

Claro que todo mundo sabe que o rosto tem músculos. Daí que, a minha primeira dica no In Corpore (e quanto ao tema vem mais no Dance como Isadora/em breve), é exatamente esta: assim como você (espero que) malha o corpo, faça também exercícios faciais com o rosto. Antes, procure alguma imagem desses músculos. Depois, lambuze um pouco o rosto com um bom hidratante (eu uso Nívea milk e creme - baratinho - 5 pila e pouco em qualquer super mercado, e o melhor: é o primeiro e nem sei se o único até agora - que NÃO FAZ EXPERIÊNCIAS COM ANIMAIS).
E parta para o primeiro exercício, que é muito simples: sorria! Sim, embora não esteja sendo filmado/a, é muito bom e importante, já que, com todas as cargas do dia a dia, tendemos a contrair nossa face numa máscara (careta) de tristeza, brabeza e sei lá mais o quê. Que, com o tempo, acaba por se tornar a nossa real face (e aí você fica mais triste).
Há outros exercícios, veja em sites especializados, ou descubra/invente, a partir de uma boa olhada no espelho. Pode fazer que está dando beijinho, fazer um peixinho com a boca, e um monte de bichice. Mas funciona.
Não faça com alguém olhando, que vai pensar que você está louca, como acontece com o Woody Allen, olhando para a mulher que se exercita, no Memórias.
Depois de sorrir, além de ficar com uma musculatura facial mais firme, vai ficar mais alegrinho/a.

domingo, 5 de julho de 2009

ERA NOVA
Gilberto Gil


Falam tanto numa nova era
Quase esquecem do eterno é
Só você poder me ouvir agora
Já significa que dá pé

Novo tempo sempre se inaugura
A cada instante que você viver
O que foi já era, e não há era
Por mais nova que possa trazer de volta
O tempo que você perdeu, perdeu, não volta
Embora o mundo, o mundo, dê tanta volta
Embora olhar o mundo cause tanto medo
Ou talvez tanta revolta

A verdade sempre está na hora
Embora você pense que não é
Como seu cabelo cresce agora
Sem que você possa perceber
Os cabelos da eternidade
São mais longos que os tempos de agora
São mais longos que os tempos de outrora
São mais longos que os tempos da era nova
Da nova, nova, nova, nova, nova era
Da era, era, era, era era nova
Da nova, nova...

Que sempre esteve e está pra nascer

Falam tanto

quinta-feira, 2 de julho de 2009

/Esse texto é continuação do primeiro post (clica lá embaixo, se ainda não leu)/

Por falar em mitos, antes de Jung, Freud mostrou que uma pessoa “tomada pelo demônio” (não foi exatamente assim, mas só prá vocês entenderem...) estava, sim, era “tomada” por uma boa neurose. Das braba, mesmo. Veio Jung e... entendeu que a pessoa poderia estar, sim! tomada pelo demônio!...
Só que, este, fazia parte de seu repertório psíquico. E lá se foi estudar astrologia, tarot e ancestrais psicologias.

Se deu conta de que aquilo que antigamente o pessoal chamava de deuses eram componentes universais do psiquismo humano. Algo assim como, no físico: sódio, fósforo, potássio, ferro, etc. Existem x componentes, que, combinados, formam esse ou aquele tipo de pessoa, no plano físico e no psíquico. A tal da genética. Que tem até uma corrente da psicologia que se ocupa disto: a psicogênese.

Mas demônio, demônio mesmo, não... Até porque, nessas culturas primitivas, o que não tinha era a figura do Mal. Quer dizer, não havia um deus que sozinho encarnasse “o mal”. Os deuses eram, ao mesmo tempo, bonzinhos e terríveis, distribuindo benesses e raios, conforme o comportamento do cidadão ou de acordo com seus estados de espírito... Ou seja: se os imortais foram uma criação humana, criados foram à sua imagem e semelhança.

Muito embora a criação da clássica (e judaico-cristã) polaridade Bem e Mal outra coisa não é que uma humana criação.

Talvez porque a Humanidade, bem lá no início, ainda não tivesse descoberto o poder de um grupo, ou indivíduo, que iria se arvorar de “os bonzinhos”, delegando a outros o papel de maus.
Quando isso aconteceu, o grupo “do bem” pintou e bordou: sacrificou uma quantidade incrível de virgens, e alguns desafetos, decerto. Hoje ainda sacrificam, na maior cara de pau e impunidade, animais inocentes. E os desafetos. Nem sempre de forma explícita. Às vezes o ostracismo funciona melhor do que um penhasco.

Jung chegou à conclusão de que o antigo e eterno Mapa Astral, ou Natal, não era outra coisa que... O MAPA DO PSIQUISMO DO INDIVÍDUO!

E, para medicinas ancestrais, como a ayurvédica, esse Mapa equivale a um estudo de DNA. Os caras de lá primeiro o analisam, para só então atacarem o corpo.

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Droga, mas cadê aquele Brasil em que os pais podiam ir até o mercadinho da esquina com seus filhos, e estes iam brincando, saltitando felizes, pela rua?
Desculpem, mas nesse exato instante, ouvi vozes de crianças e um pai na rua. É uma noite quente e eu fiquei com saudade dessa cena.
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Se temos, então, em nosso psiquismo, um conjunto de deuses, ou arquétipos, como se dá a dinâmica desse grupo?

Para começar, vou apresentá-los ao Sol. Antes, até, ao Sistema Solar, porém do ponto de vista da turma do Picapau Amarelo, na memorável Viagem ao Céu – que recomendo: leiam.

“Parecia um bicho de sete cabeças, mas Dona Benta costumava explicar as coisas mais difíceis de um modo que até um gato entendia.
– Sistema – disse ela – é um conjunto de coisas ligadas entre si. E sistema planetário é um conjunto de planetas ligados entre si e o Sol, em torno do qual giram. Este sítio, por exemplo, é um pequeno sistema... Somos um sistema de gentes e coisas. Eu sou o centro, a dona das terras e da casa e das coisas que há por aqui. Vocês são meus netos. Tia Nastácia é minha cozinheira. O tio Barnabé é meu agregado, isto é, mora em minhas terras com meu consentimento. Há aqui estes objetos caseiros – a mesa, as cadeiras, as camas, o relógio da parede...
– O guarda-chuva grande, os travesseiros de paina, o pote dágua – ajudou Emília.
– Sim, há todos os objetos que nos rodeiam. E lá fora há os animais, a vaca Môcha, o Burro Falante, o Senhor Marquês de Rabicó, o pangaré de Pedrinho. São entes vivos e coisas mortas que giram em redor de mim. São os meus planetas. Eu sou o Sol de tudo isso. Se eu morrer, tudo isso se dispersa. Um vai para cá e outro para lá. Os objetos mudam de dono. Alguém é até capaz de comer o rabicó assado e botar o Burro Falante numa carroça. Mas enquanto eu estiver viva e aqui no meu posto de dona, tudo permanece como está e me obedece. Isto quer dizer que formamos aqui um “sistema familial”, em que todas as pessoas e coisas se relacionam à minha pessoa.”